Cidade de Coimbra, Civitas Aeminium
(...) As origens do povoado perdem-se no esfumado dos tempos. Os romanos chamaram-lhe Aeminium. Urbanizaram-na, construíram monumentos e tornaram-na tão próspera que mais tarde, já em tempos de visigodos, pôde destronar a sua rival Conimbriga, chamar a si a sede do bispado e com ela o nome que usurpou. Os muçulmanos senhorearam-na por mais de dois séculos.
A reconquista cristã de 878 e de 1064 trouxe de volta a gente do Norte. Coimbra, balouçando entre o Norte e o Sul, ficaria assim indelevelmente marcada para sempre com traços galegos e moçárabes.
Os primeiros reis fizeram dela a cidade preferida. D. Isabel de Aragão, a Rainha Santa, legou-lhe o seu corpo em profunda afeição mútua que perdura.
Os amores trágicos de Pedro e Inês predestinaram-na a lugar de idílios e paixões.
Coimbra entra na era de Quinhentos eufórica e feliz: artistas de nomeada tornam-na cada vez mais bela; a Universidade fundada em 1290 e aqui sediada por diversas vezes, não a deixaria; novos edifícios e ruas fazem-na crescer.(...)
Fonte: Serviço de Documentação e Publicações da Universidade de Coimbra .
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